terça-feira, 3 de julho de 2007

Soltando o verbo!



Com nariz de palhaço (porque é assim que estão nos tratando), vestidos de preto (luto pela morte precoce do curso) e apitos para fazer ouvir (os surdos da magnífica administração superior). Nós, alunos do curso de jornalismo da Ufac, reivindicamos no dia 28 de junho, no prédio da reitoria, melhores condições para o curso.
As pautas foram: falta de equipamentos. Vale mencionar que o curso trabalha com duas câmeras fotográficas, uma câmera de vídeo, para atender todas as demandas das quatro turmas. Questionamos a falta de professores, pois o curso teve dois contratos de professores substitutos encerrados e outro está terminando em agosto. Resumo da ópera: ficaremos com menos três professores, até o bendito concurso sair. Sem previsão!
Outro ponto discutido foi o prazo do MEC que já encerrou há algum tempo. Uma comissão do Ministério de Educação visitou o curso e constatou que para reconhecê-lo, teria que melhorar o acervo bibliográfico, comprar equipamentos e instalar laboratórios de rádio, TV e diagramação. Mas o tempo passou. A Reitoria, o Departamento de Filosofia, Ciências Sociais e Comunicação e a Coordenação de Curso, nada fizeram, nada discutiram. Ah, mas tem uma justificativa, as licitações foram feitas, mas em decorrência da greve dos servidores, estão paradas. Santa Paciência!
E por último, discutimos a criação do curso de Jornalismo no campus de Cruzeiro do Sul. Segundo o nosso magnífico reitor Jonas Filho, o curso no Juruá terá padrões de qualidade de USP e UNB. É engraçado não ter sido citado o curso da sede da Ufac, como selo de qualidade. Algo estranho ou não?
A discussão não é pela criação e expansão da Ufac nos municípios e sim, por não termos praticamente nada na sede. Imagine com um curso fora. Ficaremos sem professores, sem equipamentos e sem aula. Embora tenham colocado que o curso é modular, ou seja, aconteceria nas férias. Mas existe uma dúvida: como os alunos terão aulas só nas férias?
A desculpa da vice-reitora senhora distinta, Olinda Batista, é que o curso vai acontecer com o aval da Universidade, mas sem gastar nenhum tostão sequer dos cofres da IFES. O investimento fica a cargo da emenda parlamentar do deputado federal Henrique Afonso, um valor de R$ 600 mil.
Foi fechada uma comissão de cinco alunos na Manifestação para conversar com a Reitoria no mesmo dia, às 15 horas. Os embates da conversa, do blá blá blá, breve nesse blog. Aguardem!

Um comentário:

Joseph Jr. disse...

Pois é...

Esse blog não era pra ser um lugar pra discussões e reivindicações, ou alguma coisa que seja, de nos futuros jornalistas da UFAC?

Só tem o primeiro post...

Como queremos voz, se não usamos nossas chances de gritar?

Complicado...